Multiverso? WTF!

Tire a poeira do seu inglês (e nāo estou mandando você espanar um lorde britânico) e clique aqui para entender como certos cientistas concluíram que não existe somente um universo, mas vários. Daí o termo “multiverso”.

E para entender o que significa “WTF” clique aqui.

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Abra esta janela

Se você tem menos de 45 anos talvez nunca tenha ouvido falar em “Beach Boys” e “Brian Wilson“… mas devia! Músicas como esta abrem uma janela para sua alma.

“If you should ever leave me
Though life would still go on believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me”

(letras)

Veja esta versão de um show em Londres.

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Saudades

Para mim sempre foi no plural.

São muitas.

E de tanta gente. Sentimos a ausência das pessoas que gostamos, e gostamos das pessoas que são nossos amigos.

A dor que 10.000 km infligem na alma deste Curitibano em exilo temporário serviu para mostrar que tenho muitos amigos.

São certamente centenas de conhecidos. Mas ficou claro que são MUITOS amigos. Amigo mesmo, que abre o coração, que fala, explica, briga, ajuda, apóia e critica.

São pessoas que, apesar da distância e do limite do que GoogleTalk, Skype, MSN, telefone e Face Time podem fazer pela gente, comprovam que Richard Bach estava certo – Longe… é um lugar que não existe.

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Alice

Ela morava em um edifício amarelo, decadente. Estava descalça, usava só uma saída de banho azul marinho e disse que se chamava Alice.

Não sobrou dinheiro para o presente do Augusto, meu amigo secreto daquele ano. Dei só uma desculpa, pois Alice ficou com tudo. Deixei, como ela pediu e segundo a tradição, em cima da mesinha de cabeceira. Alta, comparada ao colchão que ficava no chão.

Felipe e eu fomos levados lá pelo Olavo, descobridor e primeiro desbravador da Alice. Nosso guia naquela aventura ficou esperando lá em baixo. Ele já era um homem. Alice era a responsável.

Naquele instante ela cuidava do Felipe. Culpa do par ou ímpar. Ele ganhou. Foi antes. Subiu a estreita escadinha um menino. Entrou no apartamento um adolescente, deitou no colchão um rapaz e desceu as escadas um homem.

Felipe foi transformado em homem 20 minutos antes do que eu. Ele sorria, depois, atravessando a rua em direção à marquise do boteco onde Olavo e eu nos refugiáramos da garoa que caía. Felipe, seus pés mal tocando o chão, se bem me recordo, planou sobre o asfalto e a calçada em nossa direção.

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30, 25, 3

30, 25, 3

Foi a seqüência de números que coloquei no cadeado: 30, uma volta completa para a esquerda continuando até o 25 e avançando devagarzinho que o 3 tá perto.

Clanc. Não abriu.

Repeti: 30, volta completa, pára no 25 e desta vez volta para o 3. Clanc.

Merda.

Tomei um gole de água. Fingi que não era comigo. Os caras no vestiário da academia fazendo de conta que não sacaram que o besta aqui esqueceu o segredo do cadeado. Mais um gole.

Primeira vez que, com água, engoli em seco.

30, 25, 3. Não.

Será que era 25, volta completa, para no 30 e vai para o 3? Tentei.

Clanc.

Tenho certeza que o último é o 3. Acho… não! Tenho certeza. E que começa com um dos dois outros.

30, 25, 3. Clanc.

25, 30, 3. Clanc.

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