Duendes da Amazon

Sabe aquela coisa que lojas on-line têm: “se você comprou isto vai gostar daquilo”? A Amazon sempre acertou em cheio para mim. Era até assustador. Volta e meia chegava um email e era na mosca. Sempre adorei os bagulhos que eles indicavam.

Como sou “meio” paranóico, chegou uma hora em que achei que tinha alguém se infiltrando na minha cabeça, descobrindo meus desejos… e segredos. Achei que a Nancy estava bancando a espiã gringa e quase comprei um chapéu feito de papel alumínio para bloquear acessos não permitidos ao HD do meu cerebelo.

Foi quando o “algoritmo” de deduzir desejos da Amazon pirou na batatinha. Explicação – sempre fomos muito comedidos nas compras internacionais, o que fazia com que fosse fácil deduzir nosso gosto. Recentemente liberamos… não geral… mas um pouquinho. Compramos diversos livros em áreas do conhecimento completamente diferentes, encomendamos um sabão de aço para tirar cheiro de cebola da mão (funciona mesmo), cabos para conectar microfones e saches de magnólia para perfumar os armários.

Resultado – acabamos dando um tilt na cabecinha dos duendes amazônicos. Hoje chegou um email oferecendo uma caixa com os livros da “saga” Twilight, um aquecedor de ambiente Dyson, um desentupidor de ralos e duas baterias 9 volts.

To achando que eles querem que eu use tudo junto. Não sei não…

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Uma Eternidade de Black Ops

Adoro “Call of Duty: Black Ops”. Ponto final.

Semana passada estava esperando uma pessoa chegar aqui em casa e decidi jogar um pouquinho. Só um pouquinho. Preciso me cuidar se não vou ser descoberto seis meses depois de morto, ainda na frente da TV e com o controle do Xbox nas mãos.

Para quem não conhece, “Call of Duty: Black Ops” é uma simulação de guerra onde você, além de jogar encarnando o personagem principal ao longo de uma história bem tramadinha, pode ainda batalhar pela internet, em diversos cenários, fazendo parte de times compostos por pessoas do mundo inteiro. Já joguei com um piá de 12 anos que mora no meu prédio, bem como com gente da Índia, UK, França, Portugal, Estados Unidos e Brasil.

Sempre existe uma demora de 1 minuto (+-) entre cada partida e, nestes momentos, na parte debaixo da tela, aparecem estatísticas do jogo. Não as da partida que você acabou de jogar, mas os números globais do jogo: quantas missões já foram jogadas desde que o game foi lançado, quantas bandeiras foram capturadas (um dos estilos de partida), quantos veículos foram detonados, etc.

Fiquei chocado quando foi exibido o tempo total, de todas as partidas de todos os jogadores do mundo inteiro. Somados, passamos jogando o equivalente a 102.000 anos.

Vou repetir de outra forma – e quero fazer a ressalva, de novo, do quanto gosto do jogo – no mundo inteiro (inclusive no Br) milhões de pessoas gostam de COD-BO e jogam diariamente. Algumas pessoas jogam várias horas por dia. A estatística mostrou que, quando pegam o meu tempo total de jogo, mais o “seu”, mais o do Zé, mais o do Fudêncio de Etc e Tal e vão assim, mundo afora, somando estes tempos, no final, passamos naqueles cenários virtuais o que equivale a mais de cento e dois mil anos. Isto não é “game time” – é tempo real, do nosso mundinho daqui da realidade mesmo.

Fiquei preocupado – 102.000 anos! Não quero dar aqui uma de moralista babaca, e sou o primeiro a defender que precisamos de diversas formas diferentes de diversão. Mas, carai véio… 102.000 anos! Pense, em termos absolutos, onde estava a humanidade há 102.000 anos. O quanto evoluímos e o quanto foi produzido pela humanidade neste tempo.

O que nós, jogadores, produzimos nestes anos todos que passamos jogando? Picas. Ou em uma gíria inglesa que adoro: diddly squat.

Afirmo – não vou parar de jogar. Nunca. E, adiantando, não… este texto não é reflexão gerada por crise de idade porque este ano vou fazer 50 anos (a propósito, estão todos convidados).

Mas depois de ter visto as estatísticas, posso afirmar que estou passando MUITO menos tempo jogando. Graças a isto que, na sexta-feira passada, pela primeira vez, tirei da minha harmônica algo que não foi ruído.

E era até agradável de ouvir.

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Multiverso? WTF!

Tire a poeira do seu inglês (e nāo estou mandando você espanar um lorde britânico) e clique aqui para entender como certos cientistas concluíram que não existe somente um universo, mas vários. Daí o termo “multiverso”.

E para entender o que significa “WTF” clique aqui.

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Abra esta janela

Se você tem menos de 45 anos talvez nunca tenha ouvido falar em “Beach Boys” e “Brian Wilson“… mas devia! Músicas como esta abrem uma janela para sua alma.

“If you should ever leave me
Though life would still go on believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me”

(letras)

Veja esta versão de um show em Londres.

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Saudades

Para mim sempre foi no plural.

São muitas.

E de tanta gente. Sentimos a ausência das pessoas que gostamos, e gostamos das pessoas que são nossos amigos.

A dor que 10.000 km infligem na alma deste Curitibano em exilo temporário serviu para mostrar que tenho muitos amigos.

São certamente centenas de conhecidos. Mas ficou claro que são MUITOS amigos. Amigo mesmo, que abre o coração, que fala, explica, briga, ajuda, apóia e critica.

São pessoas que, apesar da distância e do limite do que GoogleTalk, Skype, MSN, telefone e Face Time podem fazer pela gente, comprovam que Richard Bach estava certo – Longe… é um lugar que não existe.

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